viernes, 18 de marzo de 2011

Liberdade na Maturidade

Como construir uma vivencia de liberdade dentro dos limites das realidades nas que vivo?

Numa entrevista a María Pretiz, ela falava da vida como um quebra-cabeças. Podemos quebrarmos a cabeça procurando respostas e tentar concertar o que já não é possível concertar, mas podemos também pegar o que temos nas mãos e aceitar a natureza das coisas, das pessoas, e ir para frente. Ela comenta que se as coisas não são como a gente quer que sejam, a gente pode pegar pedaços de outras coisas e construir algo... O que lembra-me muito do “quilting”, aquela arte na que a gente pega pedaços diferentes de tecido e faz uma composição.

Estou tentando na minha maturidade viver o principio do quebra-cabeças da María ou do “quilting”.

Vivi a maior parte da minha vida acreditando que tinha o controle sobre ela, pensando que podia planejá-la. Agora tenho a certeza que a vida é ingovernável e aprendo a fluir mas que controlar... Porém esse movimento é tão diferente do que eu pratiquei por tantos anos, que sinto-me dançando um ritmo totalmente distinto. Aí não sei quais são os passos. Antes os lembrava de cabeça, era uma dança muito regulada como o ballet clasico.

Aos meus 40 anos, sinto-me bem mais dentro do movimento da dança moderna...

Estou primeiro querendo ouvir com muita atenção, respeito, maravilhamento, as musicas do mundo fora e do meu mundo interior.

As vezes escolho as musicas que quero dançar... As vezes a vida empurra-me a dançar ritmos que não gosto e resisto-me...

As vezes danço sozinha, o que eu adoro e é mais fácil para mim...

As vezes danço com outros, o que é um grande desafio... Fazer juntos uma composição em movimento...

Dançando com outros sinto-me bem confortável quando sou eu a coreografa, esse é um papel com o qual estou costumada... Mas faz algum tempo estou praticando conscientemente um novo exercício, o de alternar papeis, o de trocar papeis... As vezes ser coreografa... As vezes bailarina numa coreografia que não construí.

Também estou exercitando-me na criação de coreografias coletivas, assumindo o desafio de viver na complexidade.

E agora aos poucos parece estar emergindo um dos maiores desafios para esta facilitadora, a criação e interpretação de coreografias numa dupla...

lunes, 27 de septiembre de 2010

En medio de la tormenta...

Después de navegar por un tiempo a través de aguas misteriosas y turbulentas, me sentía ya a salvo en medio de un mar de aguas serenas y calmas…

Creí ilusamente que las tormentas ya habían pasado, pero una vez más la vida se encargó de recordarme que ella va y viene…

Quiero aprender a vivir este tiempo tormentoso como un tiempo de posibilidades, quiero cultivar en mí el discernimiento para mirar las viejas puertas que se están cerrando y las nuevas puertas que se están abriendo…

Soy consciente de que necesito dejar ir lo viejo para que lo nuevo pueda entrar, y a veces me resisto y a veces me entrego…

Daniela
Pedro Guerra

“Daniela por dentro está llena de puertas
unas cerradas otras abiertas
Daniela por dentro está llena de puertas
a veces sales y a veces entras
Daniela es del viento y a veces se entrega
y pierde cosas pero otras quedan
Daniela es un árbol un libro una abeja
volando entre tantas en una colmena
y a veces es difícil ser
y lo que hay no siempre es lo que es
y lo que es no es siempre lo que ves
Daniela por dentro…
Daniela respira y a veces se cuelga
a veces no sabes si es ella o no es ella
Daniela no entiende de todo y espera
que alguien le calme sus noches en vela
y a veces es…
Daniela por dentro…”

sábado, 10 de julio de 2010

Escalando o Chirripó...

Percebo-me como uma facilitadora criadora de possibilidades, mas neste momento sinto-me escalando o Chirripó, exatamente no ponto chamado “Los Arrepentidos”, ali onde a gente tem caminhado horas... subindo...subindo...quase chegando ao topo da montanha, mas já sem energia, sem ar, perguntando-se o por que dessa caminhada, perguntando-se se vale a pena tanto esforço.

Preciso neste momento recolher-me, criar o espaço no qual novas possibilidades possam emergir, escutar profundamente o silencio...

Desejo desenvolver a capacidade de recolher-me ativamente, sustentando uma posição de força, permitindo que a ação nasça do que está além de mim.

Tanto barulho fora e dentro de mim, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo... Estou procurando novamente meu centro...

Desejo abraçar o caminho do vazio...

“A descoberta chega quando a mente fortalecida resiste à distração em favor da tranqüilidade que, assim como a água parada, permite que os sedimentos se depositem e a clareza ocupe seu lugar.” (Kaplan; 2005:246)

viernes, 19 de marzo de 2010

Volviendo a casa...

De camino a mi aniversario número 40, estoy comenzando a aprender sobre la interdependencia…

He sido dependiente, he sido independiente. ¿Qué será ser interdependiente?

Luché a capa y espada por conquistar mi independencia. Ahora quiero conscientemente nutrir segundos…momentos…tiempos y espacios de interdependencia. Esta vez sin esfuerzos heroícos, ni capas, ni espadas. ¿Cómo se hará eso? No tengo idea…
¿Ser interdependiente? ¿Ser yo considerando a las/os otras/os?

Fue tan difícil salir por una estrecha ventana, para descubrir que existían diversos y maravillosos mundos de colores afuera…Respirar el aire de una libertad que parecía no tener límites…

Después de viajar, ahora regresar a casa y aprender a construir una vivencia de libertad, dentro de los límites de las realidades en las que vivo…

martes, 26 de enero de 2010

Planejando...

Uma das minhas praticas como consultora é facilitar processos de Planejamento Estratégico, e nessas viagens um dos meus companheiros é um livro do meu querido amigo Antonio Luiz, que fala do Planejamento como ferramenta de aprendizagem... mmm...

Antonio Luiz pergunta-se...”Como tornar o planejamento efetivo num cenário de muitas mudanças ou de crise?... Em situações assim é preciso ter os ‘pés no chão’, a cabeça aberta e o coração aquecido.”

Eu pergunto-me... ”Como será viver com os ‘pés no chão’, a cabeça aberta e o coração aquecido?”

Estou vivendo uma experiência tentando manter os ‘pés no chão’, procurando ver essa historia como ela realmente é, mas é tão difícil, porque como diz Allan Kaplan “...não apenas a intervenção se torna parte da história, más também o profissional....” O mesmo autor fala que o profissional de desenvolvimento esta ao mesmo tempo dentro e fora.

Que contradição! Quero aprender a viver com ela... Quero aprender a viver no meio dessa incomodidade...

“Nada é exatamente o que parece, mas precisamos trabalhar com aquilo que podemos ver, como se isso fosse a história completa, sabendo sempre que a história está mudando a todo momento, que há sempre mais do que podemos ver e, em geral, o cisco no olho que nos impede de enxergar direito é a nossa própria presencia na intervenção –e disso nunca conseguiremos nos livrar. Então nosso profissionalismo deve se basear nisto: não negar, mas abraçar as contradições inerentes á nossa arte e transformá-las em nossas fortalezas...” (Kaplan; 2005:193)

jueves, 14 de enero de 2010

Viajando...

Desde pequeña mi principal movimiento ha sido el de buscar, el de viajar... Procurando siempre estar despierta, atenta, consciente…

Adoro conocer, caminar por las entrañas de los lugares, de las gentes, de mí misma…

María Pretiz me recuerda en una de sus canciones, la distancia, el tiempo, el espacio y la luz que muchas veces necesitamos para mirar…para mirarnos…

“Voy caminando en tu ciudad
me sobra equipaje, todo este viaje es para ir perdiendo
lo que me sobra…

…Me he colocado aquí, fui yo la que escogí
venir tan lejos para mirarme desde afuera
dejar pedazos de mi armadura en tus aceras.”

Volar es una de mis experiencias de viaje favoritas… Me encanta mirar las cosas desde arriba… allí todo aquello que parecía ser enorme se vuelve insignificante… Cambia la perspectiva, se amplía la visión de las cosas. Pareciera que el mundo es otro, que podemos detenerlo, bajarnos, y mirarlo desde afuera…

Mirar desde afuera…